quinta-feira, 30 de outubro de 2014

No fim, a beleza da humanidade está em sua ignorância. O fato de não sabermos verdadeiramente de onde viemos é o que nos torna tão românticos - somos como crianças, imaginando e criando nosso próprio mundo. E é deste abandono que tiramos forças para acreditar e transformar todo esse vazio em arte, e criamos as mais belas!
Cantamos, pintamos, esculpimos escrevemos - todos os sentimentos transformados em arte.
Perdidos em nossa solidão, em nosso sofrimento, criamos nossos deuses e nossos salvadores, nossos heróis e vilões, e cantamos para eles, e os homenageamos em esculturas e pinturas, desesperados por um reconhecimento, ansiosos por uma resposta.
Eternos órfãos. Eternas crianças.


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